Mostrando postagens com marcador Outros. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Outros. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 28 de junho de 2011
segunda-feira, 20 de junho de 2011
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Doenças de calopsitas
Quando falamos de doenças em calopsitas na verdade falamos de doenças em aves. Desta forma vamos comentar algumas das principais doenças que podem ocorrer em aves e, em especial, em calopsitas.
Devemos, antes de mais nada, lembrar que doenças podem ser originárias de uma infinidade de fatores : Podemos já ter adquirido uma ave doente; Podemos ter adquirido uma ave doente (sem sinais exteriores) e esta ave ter contaminado nossas outras aves; Podemos ter uma ave estressada o que diminui sua resistência e, consequentemente, favorece o aparecimento de doenças; Podemos estar efetuando uma alimentação inadequada das aves e, desta forma, reduzindo sua resistência a doenças; Podemos estar fornecendo uma higiene precária o que favorece o aparecimento de doenças as mais diversas; As aves podem ter tido contato com aves livres ( pardais, rolinhas ) que, por sua vez, acabam trazendo alguma doença. Isto ocorre principalmente em viveiros que ficam mais expostos a eventuais contatos externos; Podemos estar fornecendo algum agente contaminante sem que percebamos à primeira vista ( por exemplo : deixando jornais ao alcance dos bicos das aves o que acaba por intoxicá-las e matá-las ). Poderíamos continuar neste exercício de pensamento por um bom tempo. Chances não faltam para que uma ave possa contrair algum tipo de doença e mesmo vir a falecer. O que temos que ter consciência é que, em qualquer um dos casos acima mencionados, a responsabilidade quase sempre é nossa. Ou por ignorância ( no bom sentido, no sentido de não conhecermos melhor algo) ou por falta de preocupação e cuidados com as aves. Naturalmente que temos os problemas vindos de fora ( exógenos ) . Mas mesmo nestes podemos minimizar os eventuais problemas que possam vir a aparecer. Então, ao invés de irmos logo falando sobre doenças vamos comentar sobre alguns aspectos de profilaxia e proatividade que vão, com certeza, diminuir as chances de termos problemas com doenças.
Foto: Alfredo C Gomes
Doenças de Papagaios
Papagaios
Saiba mais sobre eles
Saiba mais sobre eles
Sintomas de Doenças
Aves doentes devem ser encaminhadas a um veterinário, preferencialmente um veterinário especializado em aves. O tratamento por conta acaba não tendo efeito algum, pondo em risco a vida do animal e até mesmo as pessoas, se for uma zoonose (doença transmissível dos animais ao homem e vice-versa). O pronto-atendimento é também importante. A demora acaba agravando a condição física da ave doente e reduzindo as chances de cura. Se por razões financeiras o proprietário tiver receio de procurar uma clínica veterinária, recomendo que entre em contato com veterinários e veja o que é possível fazer para que a ave de estimação não fique sem atendimento profissional. Qualquer procedimento clínico será feito apenas com sua aprovação e após você saber o custo.
Sintomas | O que pode ser | Tratamento |
| Auto-mutilação. | Distúrbio comportamental/ psicológico, dermatite infecciosa, bouba aviária (poxvirus), indicação de dor ou irritação na pele. | Antibióticos, analgésicos. Modificação do comportamento. |
| Bico – anormalidade no | Traumatismo, ácaros de bico e perna, doenças viróticas, doença do fígado e pâncreas, desnutrição, infecção bacteriana ou por levedura (Cândida sp), tumores. | Tratamento conforme o diagnóstico. A doença do bico e pena (virótica – rara no Brasil) é contagiosa para aves. |
| Cegueira | Traumas na face e cabeça, conjuntivite e ceratite infecciosa, deficiência de vitaminas (vit A, vit E), diabetes, tumores, opacidade de córnea. | Antibiótico, corticóide, suplementação de nutrientes, cirurgia. |
| Cera (região ao redor das narinas) aumentada | Rinite crônica (infecção), corpo estranho, traumatismo, alergia, fumaças de cigarro e outras, desnutrição, sarna das aves, bouba aviária (poxvirus), normal em fêmeas de periquito-australiano. | Tratamento conforme a etiologia. |
| Claudicação (= manqueira) | Gota úrica, fratura, luxação, artrite, tumor, tuberculose aviária, doença sistêmica (no corpo todo), neurite. | Tratamento conforme a etiologia. |
| Coma | Choque, traumatismo craniano, doença sistêmica (no corpo todo), intoxicação, perda de sangue. | Tratamento de suporte. Tratamento conforme a etiologia (causa da doença). |
| Constipação | Ingestão de corpo estranho, obstrução intestinal, torção intestinal, anorexia (perda do apetite), impactação das fezes na cloaca, irritação da cloaca, papiloma na cloaca, tumores, prolapso de cloaca após postura, parasitas intestinais, peritonite. | Tratamento conforme a etiologia. Remoção cirúrgica de corpo estranho, enema para remoção de fezes impactadas, remoção de papilomas, desverminação, antibióticos. |
| Contrações | Problemas obstétricos (ovo retido, distocia, peritonite). | Fornecimento de calor, fluidos, hormônios, minerais (cálcio), auxílio manual, cirurgia. |
| Convulsão (ataque) – ver sintomas nervosos | ||
| Diarréia | Mudança na alimentação, gastroenterites (bactéria, fungo, vírus, chlamydia), parasitas, obstrução gastrointestinal, hepatite, desnutrição, pancreatite, toxinas, tratamento com antibióticos, incapacidade de fazer a postura de ovos, impactação das fezes. | Tratamento conforme a etiologia (bactéria, fungo, parasita, chlamydia); tratamento de suporte, fluidoterapia. |
| Dificuldade em respirar (ver dispnéia aguda) | ||
| Dispnéia aguda (dificuldade em respirar) | Aspergilose, doença respiratória infecciosa, inalação de corpo estranho, sangramento interno, alergia, inalação de toxinas, narinas obstruídas, anemia, sarcocistose, infecções diversas. | Tratamento de suporte, antibioticoterapia, nebulização, oxigenioterapia, tratamento específico conforme a etiologia, traqueostomia ou outros procedimentos de emergência. |
| Dispnéia crônica | Doença infecciosa, doença hepática, doença renal, ascite (barriga d’água), doença cardíaca, tumor, aerosaculite (infecção nos sacos aéreos), desnutrição, sarcocistose, traqueíte, Doença-de-Pacheco, peritonite por rompimento de ovo, anemia, obesidade, aumento das tireóides, bócio, tumores. | Tratamento conforme a etiologia. Drenagem de líquido ascítico (ascite), antibióticos, nebulização, oxigenioterapia, tratamento de suporte. |
| Emagrecimento | Doença infecciosa, parasitária, tumor, ingestão de corpo estranho, doença renal, depressão, | Tratamento conforme o diagnóstico. Tratamento de suporte, cirurgia. |
| Emagrecimento crônico | Tuberculose aviária ou outra doença infecciosa crônica. | Eutanásia se for tuberculose aviária. |
| Estase do papo (estagnação do alimento no papo) | Queimadura, ruptura ou laceração do papo nos filhotes, infecção no papo, parasitas, condições ambientais inadequadas na incubadora (filhotes), corpo estranho, compactação do alimento no papo, doença da dilatação proventricular. | Tratamento conforme a etiologia. Correção do manejo na criação do filhote (temperatura incorreta, por exemplo); tratamento cirúrgico; fluidoterapia e tratamento de suporte; alimentação forçada se for necessário. |
| Fezes com sementes não digeridas | Inflamação, infecção ou disfunção gastrointestinal, pancreatite ou deficiência pancreática, doença do fígado, parasitas intestinais, desidratação, alergia alimentar, impactação com pedras. | Tratamento conforme etiologia. Antibióticos, fluidoterapia, enzimas pancreáticas (se deficiência pancreática), alteração da dieta. |
| Fraqueza | Desnutrição, doença cardíaca, tumores, doença sistêmica (geral no organismo), doença infecciosa ou parasitária. | Tratamento conforme o diagnóstico. Antibióticos, antiparasitários, tratamento de suporte. Corrigir a dieta. |
| Inchaço da pele ou sob a pele | Lipoma, obesidade, hipotireoidismo, cisto folicular, traumatismo (mordida), tumor, hematoma (sangue acumulado), enfisema subcutâneo (ar acumulado). | Tratamento conforme a etiologia. Tratamento de suporte, correção da dieta, cirurgia. |
| Inchaço das juntas | Infecção bacteriana, gota úrica, fratura, luxação. | Tratamento conforme a etiologia. Antibiótico, analgésico, imobilização externa, correção cirúrgica. |
| Inchaço do abdômen | Tumor, doença do coração, ascite (barriga d’água), distúrbio gastrointestinal, aumento de algum órgão (fígado ou outro), virose (poliomavirus), distocia (dificuldade em botar ovo), retenção de ovo. | Tratamento de suporte, drenagem ascítica, vacinação (poliomavirus), tratamento conforme a etiologia. |
| Lesões na boca | Candidíase, desnutrição, queimadura, sinusite. | Reposição de nutrientes (vitamina A e outras), dieta balanceada, antifúngicos, antibioticoterapia, tratamento de suporte. |
| Má condição física geral | Giardíase, clamidiose, tumor, deficiência nutricional, candidíase. | Antibiótico, antifúngico, antiparasitário, conforme o agente etiológico. Tratamento de suporte, fluídos, vitaminas, dieta balanceada. |
| Manqueira (ver claudicação) | ||
| Morte súbita | Doenças nutricionais (obesidade), doença cardíaca, doenças virais, parasitas, intoxicação, inalação de gás tóxico de teflon, doença sistêmica. | Sobreviventes – considerar doença infecciosa se houver outras aves. |
| Paralisia (unilateral ou bilateral) | Traumatismo, desnutrição, fratura, tumor, intoxicação, luxação. | Tratamento conforme a etiologia. Tratamento de suporte. |
| Peito-seco (ver emagrecimento) | ||
| Penas - arrancamento | Desnutrição, causas psicológicas, frustração reprodutiva, parasitas, problemas endócrinos, doenças sistêmicas (ver arrancamento de penas). | Tratamento conforme o diagnóstico. Dieta balanceada. Enriquecimento ambiental. Remover o fator psicológico ou ambiental que está predispondo a ave. Tranqüilizantes, hormônios. Colar elisabetano. |
| Penas - Má formação | Infecção por vírus (poliomavirus e Doença-do-bico-e-pena) | Vacinação. Proteger outras aves, pois é contagioso. |
| Perda de apetite (inapetência e anorexia) | Doenças infecciosas diversas por bactérias, fungos, vírus, chlamydia, parasitas; doença no fígado, abcesso na boca, traumatismo na boca/ bico, cegueira, corpo estranho preso na boca, causas psicológicas, dificuldade em chegar na comida, ovo retido no útero. | Tratamento conforme o diagnóstico. Reduzir o estresse, corrigir a dieta e o manejo. |
| Poliúria | Neoplasia, estresse, alergia a alimentos, doença renal, intoxicação (chumbo), gota úrica, doença sistêmica (bactéria, fungo, vírus). | Tratamento conforme a etiologia. Tratamento de suporte, fluidoterapia. |
| Poliúria (urina abundante) e polidpsia (sede intensa) | Alimentos com muito líquido. Excitação ou nervosismo, polidpsia psicogênica (de origem psicológica), medicamentos (corticóides, diuréticos, progesterona), diabete insípida, diabete melitus, intoxicação (p.ex. gentamicina), doença hepática, doença renal, desnutrição, excesso de proteína da dieta, consumo excessivo de fruta, fome. | Tratamento conforme a etiologia. Tratamento de suporte. |
| Problemas de pele | Sarna das aves (face e pernas), herpesvirus, bouba aviária (poxvirus), dermatite bacteriana, traumatismo. | Tratamento conforme a etiologia (antibiótico, antiparasitário, antiviral) Colar elisabetano. Controle de mosquitos e outros insetos sugadores (no caso de bouba aviária), cirurgia. |
| Regurgitação (vômito) | Neoplasia (tumor), infecção bacteriana, corpo estranho, candidíase, pancreatite, doença da dilatação proventricular, origem comportamental (corte reprodutiva). | Tratamento de suporte, fluidoterapia, antimicrobiano, cirurgia (se houver ingestão de corpo estranho), modificações no ambiente (se for de origem comportamental). |
| Saliência na cloaca | Papilomas, prolapso de cloaca | Hemostasia (controle da hemorragia), tratamento de suporte, enema, tratamento cirúrgico. Se prolapso, suturas ou cirurgia. |
| Sangramento | Desnutrição (deficiência de vitamina K), traumatismo, coagulopatia (alteração na coagulação), doença hepática, doenças infecciosas por vírus (poliomavirus, Doença-de-pacheco). | Tratamento conforme o diagnóstico. Suplemento vitamínico-mineral. As doenças por vírus são contagiosas para outras aves. |
| Sangue na urina | Intoxicação por chumbo | Quelantes. Modificar a dieta. Tratamento de suporte. |
| Sangue nas fezes | Sangramento intestinal, intoxicação por chumbo, coagulopatias (alteração na coagulação do sangue), problemas no fígado, deficiência de vitamina K, doenças por vírus, papilomas na cloaca (tumor), ingestão de corpo estranho, úlcera, parasitas, impossibilidade de pôr ovos, aflatoxinas (toxinas de fungos no alimento). | Tratamento conforme o diagnóstico. Tratamento de suporte (soroterapia, etc). |
| Sentada no chão, asas caídas, letargia e penas arrepiadas. | Doença infecciosa bacteriana ou viral, clamidiose, micoplasmose, parasitas, desnutrição, desidratação, problemas reprodutivos. | Antimicrobianos, antiparasitários, tratamento de suporte (fluidoterapia, vitaminas, etc.), alimentação enteral. |
| Sintomas nervosos | Origem metabólico-nutricional (estresse pelo calor, hipocalcemia, hipoglicemia), intoxicação (metais pesados, inseticidas, gás de teflon), infecções, traumatismo, neoplasia (tumor), epilepsia, peritonite relacionada a postura de ovos, fase terminal. | Controlar as convulsões. Tratamento sintomático. Tratamento conforme a etiologia. |
| Sintomas respiratórios | Infecção respiratória bacteriana, clamidiose, micoplasmose, infecção viral (bouba aviária), parasitas no sistema respiratório, doença cardíaca. | Tratamento de suporte. Antimicrobianos, antibióticos, vacinação, isolamento. |
| Sintomas respiratórios (em neonatos) | Pneumonia por inalação de alimento, corpo estranho aspirado, clamidiose, infecção micótica, infecção viral. | Tratamento conforme a etiologia. Antibioticoterapia, tratamento de suporte. |
| Sinusite | Micoplasmose, infecção por bactéria, fungo ou vírus, clamidiose, desnutrição, corpo estranho, papiloma, atresia de coana. | Antibióticos, tratamento de suporte, lavagem e drenagem dos seios nasais; remoção cirúrgica de massas purulenta dos seios nasais. |
| Taquipnéia (respiração acelerada) | Estresse ao calor. | Esfriar a ave, oxigenioterapia, fluidos, tratamento de suporte. |
| Tosse aguda | Inalação de corpo estranho, trauma, infecção respiratória superior, abcesso ou tumor nos pulmões ou cavidade interna, ácaros de sacos aéreos, traqueíte infecciosa, doenças por vírus, hemorragia interna, granulomas na traquéia (aspergilose), gases tóxicos de teflon, imitando a tosse humana. | Tratamento conforme a etiologia. Tratamento de suporte, oxigenioterapia, antibióticos, nebulização. |
| Tosse crônica | Infecção respiratória por bactéria, fungo, vírus, Chlamydia; tuberculose aviária, ascite (barriga d’água), abcesso ou granuloma (aspergilose), desnutrição, ácaros de sacos aéreos, fumaça de cigarro, outras fumaças, traqueíte dos papagaios (vírus), imitando a tosse de pessoas. | Tratamento conforme o diagnóstico. Tratamento de suporte. Nebulização, antibioticoterapia, melhorar a ventilação no ambiente, fornecer alimento balanceado. |
| Traumatismo | Agressão por outra ave, agressão por animais domésticos, choque contra parede, tela ou vidro. | Hemostasia (controle da hemorragia), tratamento de suporte, antibiótico, antiinflamatórios, sutura, talas, cirurgia. |
Doenças de Periquitos
TUBERCOLOSE
Causada pelo Mycobacterium avium, esta doen?a pode ser contra?da por aves de todas as esp?cies. ? habitualmente transmitida atrav?s dos excrementos das que se encontram doentes ou dos produtos alimentares, nomeadamente cascas de ovos que n?o tenham sido previamente fervidas. A transmiss?o por via respirat?ria n?o ? muito frequente embora possa ser transmitida pelo homem.
As aves atacadas pela tuberculose come?am por perder peso, emagrecendo bastante, apesar de continuarem a ter apetite. Como a camada de penas esconde a parte muscular, este enfraquecimento progressivo n?o ? f?cil de detectar excepto se segurarmos a ave nas m?os. S? num estado mais adiantado, come?am a "enrolar" as penas, nome que se d? quando elas ficam eri?adas e ligeiramente enroladas. Vomitam igualmente a comida, refugiando-se num canto do avi?rio em letargia quase permanente. E claro que uma ave nestas condi??es deve ser imediatamente isolada. Tanto quando se conhece hoje em dia, a tuberculose nas aves ? incur?vel. O animal morto deve ser queimado.
Como se trata de uma doen?a contagiosa, aplica-se aqui inteiramente a regra da desinfec??o total do avi?rio com uma solu??o a 3% de formol ou qualquer outro desinfectante. ? ainda conveniente que as restantes aves do mesmo avi?rio passem a dispor de comida rica em vitaminas e sais minerais.
PARATIFO
? uma doen?a intestinal contagiosa para todas as esp?cies de aves e mesmo mam?feros, incluindo o homem. ? tamb?m conhecida com o nome de Salmonelose visto ser causada pela bact?ria Salmonella Typhi murium. Os p?ssaros jovens s?o facilmente atacados e podem morrer rapidamente. Por vezes, os adultos funcionam apenas como transmissores da doen?a. E por isso que mais uma vez se recomenda todo o cuidado na aquisi??o de novos exemplares (onde e em que estado), efectuando a quarentena numa gaiola isolada e s? depois permitindo a sua passagem para o avi?rio.
Os sintomas mais aparentes da ave atacada por paratifo s?o os excrementos aquosos, amarelados ou esverdeados, a inflama??o em volta de toda a cloaca e. por vezes. mucosidade nos olhos. Al?m disso. na sua forma aguda. o animal vomita tudo o que come e refuga-se a um canto do ch?o com as penas eri?adas.
O tratamento que se conhece, embora sem resultados muito favor?veis, ? a administra??o de antibi?ticos como a estreptomicina e o cloranfenicol ou sulfamidas. A dose est? indicada nas embalagens para uso veterin?rio e de acordo com o peso da ave.
PSITACOSE OU ORNITOSE
Esta doen?a, extremamente contagiosa e que pode ser transmitida mesmo ao homem, tem efectivamente dois nomes. Como foi descoberta em primeiro lugar nos psitac?deos, a denomina??o adquiriu a raiz morfol?gica "psitac". Mais tarde, verificou-se que ela existia tamb?m nas outras aves e da? o nome de Ornitose. E vulgar nos papagaios trazidos dos pa?ses de origem e por isso se deve ter muito cuidado com a importa??o.
Como sintomas gerais, indicam-se os v?mitos e os excrementos aquosos de cor cinzenta, cinzenta esverdeada, ou por vezes verde-escura. A ave agacha-se com as penas eri?adas, em tufo. Num estado j? muito adiantado, o mal atinge o pr?prio sistema nervoso e ela n?o consegue segurar-se no poleiro desequilibrando-se com facilidade e acabando por morrer.
Como sempre, o diagn?stico ? dif?cil nos primeiros tempos da doen?a, pois o per?odo de incuba??o varia entre 5 dias e 3 meses. Mas, entretanto, a ave pode n?o apresentar quaisquer sintomas. Se n?o houver cuidado, o cont?gio estende-se mesmo ao homem atrav?s da respira??o do ar infectado e a doen?a manifesta-se por uma inflama??o nos pulm?es.
O ?nico tratamento poss?vel ? ? base de antibi?ticos mas em regra as aves acabam por morrer.
Resta acrescentar, para sossego dos criadores, que a psitacose est? hoje praticamente debelada devido ? inspec??o r?gida a que s?o sujeitas todas as aves importadas.
APARELHO RESPIRAT?RIO
As doen?as mais vulgares deste tipo s?o a constipa??o e o catarro. A primeira reconhece-se pela dificuldade que a ave tem em respirar, ao mesmo tempo que apresenta as aberturas nasais obstru?das. No catarro, pelo contr?rio, a respira??o ? r?pida.
S?o normalmente doen?as causadas por um resfriamento, pois as aves tropicais n?o suportam uma queda de temperatura. O tratamento consiste em colocar a ave numa gaiola separada, a uma temperatura de 35-40? C. Isto consegue-se cobrindo a gaiola parcialmente com um pano e pondo por cima uma l?mpada el?ctrica de 25 W. Como ? natural, a temperatura do ambiente tem influ?ncia na forma de alcan?ar aquela que se pretende no interior da gaiola. Assim, ? conveniente usar um pequeno term?metro pendurado nos arames e ir observando se a pot?ncia da l?mpada ? suficiente e se ? necess?rio coloc?-la mais pr?ximo ou mais afastada do topo da gaiola.
A alimenta??o deve ser rica em vitaminas. Se tal for preciso, conv?m limpar os orif?cios nasais com glicerina l?quida. Logo que a ave se mostre em condi??es, procede-se ao abaixamento gradual da temperatura at? atingir a do ambiente do avi?rio ou viveiro, o que se consegue diminuindo a intensidade da l?mpada e afastando-a progressiva-mente da gaiola.
Apenas em casos j? muito adiantados ? necess?rio usar antibi?ticos.
APARELHO DIGESTIVO
Os chamados desarranjos intestinais s?o normalmente caracterizados por diarreia aquosa ou com mucos, de cor cinzenta ou cinzenta-acastanhada. Al?m disso, as penas em redor da cloaca ficam bastante sujas e a pele nessa mesma zona apresenta-se avermelhada. A ave tem tamb?m v?mitos e, como ? natural, encolhe-se a um canto com as penas eri?adas e a cabe?a debaixo da asa.
As causas devem ser geralmente procuradas na m? alimenta??o (sementes sujas) e na ?gua igualmente suja ou extremamente fria, embora a doen?a possa aparecer como resultado de um resfriamento.
O tratamento consiste no isolamento em gaiola aquecida (ver doen?as do aparelho respirat?rio) e na administra??o de um antibi?tico ou sulfamidas para uso veterin?rio, nas doses indicadas de acordo com o peso. A ave n?o deve comer verdura e, em vez de ?gua, coloca-se no bebedouro ch? de camomila. Tamb?m como doen?a do aparelho digestivo podemos considerar a prolifera??o de uma bact?ria normalmente existente nos intestinos das aves, chamada Escherichia coIi, onde auxilia a digest?o. Com efeito, devido a um enfraquecimento que pode resultar de uma alimenta??o deficiente, a bact?ria multiplica-se em quantidade exagerada e provoca no animal sintomas graves que podem levar ? morte. O tratamento consiste na aplica??o de uma pequena dose de antibi?tico.
As aves podem ainda ser atacadas de pris?o de ventre ou obstipa??o. Neste caso, d?-se ? ave alimento verde, com o aux?lio de um conta-gotas, obriga-se a engolir uma gota de azeite.
CONJUTIVITE
Como facilmente se depreende, trata-se de uma inflama??o nos olhos, em regra devida ? falta de higiene ou ?s poeiras existentes no avi?rio.
O tratamento, tal como acontece para os outros animais, consiste na aplica??o de algumas gotas de um preparado espec?fico, pelo menos duas vezes ao dia e durante duas semanas.
RAQUITISMO
? uma doen?a causada pela falta de subst?ncias minerais na alimenta??o e que atinge sobretudo as crias. Estas, ao sair do ninho, apresentam certa dificuldade em manter-se de p?, chegando mesmo a encurvar as pernas.
O tratamento ? sobretudo ? base de vitamina D mas, como em muitos outros casos, ? melhor evitar que tal aconte?a administrando sempre aos pais uma alimenta??o adequada e, se necess?rio, algumas gotas de um preparado vitam?nico na ?gua ou na comida.
CAUSADAS POR PARASITAS
Existem duas grandes classes de doen?as deste tipo, conforme s?o causadas por endoparasitas (que vivem no interior do corpo do animal) ou ectoparasitas (que vivem no exterior).
Dos endoparasitas, citamos em primeiro lugar os que originam a conhecida coccidiose. Vivem nas paredes dos intestinos causando profundas inflama??es, a tal ponto que os excrementos das aves chegam a apresentar vest?gios de sangue de mistura com uma mucosidade caracter?stica. A doen?a ?, portanto, infecciosa e conv?m que a ave seja imediatamente isolada e tratada com um medicamento ? base de sulfamidas.
Nos intestinos das aves, podem ainda aparecer vermes parasitas do g?nero Capillaria, cuja presen?a s? pode ser detectada atrav?s da an?lise dos excrementos. O tratamento ? ent?o indicado por um veterin?rio.
Entre os ectoparasitas, o mais comum ? o causador de uma esp?cie de escama??o exagerada na pele das pernas. E o Chemidocoptes mutans que pode ser perfeitamente combatido aplicando um pouco de azeite ou um preparado oleoso nas regi?es afectadas. O ?leo tapa os orif?cios respirat?rios do parasita, ocasionando portanto a sua morte.
Os outros ectoparasitas pertencem ao grupo dos insectos Mallophagus e atacam n?o s? a pele como parte das penas das aves. No entanto, chegam a alimentar-se do pr?prio sangue e, se o seu n?mero for demasiado, o que se nota pela intensidade com que a ave se cata, devemos aplicar um preparado insecticida dos que se vendem nas lojas da especialidade e para o fim adequado.
Uma ave tem sempre tend?ncia em alisar as penas e catar-se. Mas, se esse procedimento for exagerado e quase violento, ? a altura de intervir.
ARRANQUE DAS PENAS
N?o ? normal que as aves arranquem as penas das outras aves, as suas pr?prias ou at? mesmo as dos filhos quando estes se encontram nos ninhos. Se tal acontece, ? porque algum desequil?brio existe na manuten??o e sobretudo na parte alimentar. Efectivamente, esse procedimento nunca aconteceria se as aves estivessem em liberdade, tendo ? sua disposi??o tudo o que necessitam. Em cativeiro, o facto ? por demais conhecido n?o s? nas aves (veja-se o caso das galinhas) como at? nos pr?prios mam?feros. O que se passa ? que a ave procura nas penas (tal como os mam?feros o fazem nos p?los) o alimento de origem animal que lhe falta na dieta di?ria fornecida pelo criador. ? esse o ?nico recurso que t?m ? sua disposi??o. Por vezes, ? claro, isso torna-se um v?cio, mesmo depois de restabelecido o equil?brio. Teremos portanto toda a vantagem em evitar que tal aconte?a, mas n?o se diga - e temos muitas provas disso - que o v?cio n?o se pode curar.
No cap?tulo referente ? alimenta??o, fal?mos detalhadamente da necessidade da inclus?o de prote?nas de origem animal na dieta das aves. Ovo cozido, insectos e at? mesmo um pouco de presunto n?o muito salgado s?o precisamente alimentos que devem ser administrados quando as aves denotam um estranho apetite pelas penas: as suas ou as das outras aves.
Por vezes, um ambiente demasiado seco tamb?m pode desencadear o mesmo procedimento, assim como uma falta de vitaminas ou sais minerais. Como ? evidente, ? necess?rio ent?o fazer pulveriza??es frequentes de ?gua t?pida e n?o esquecer os alimentos que forne?am vitaminas e sais minerais.
DIFICULDADE NA POSTURA DOS OVOS
Embora n?o se trate propriamente de uma doen?a, a dificuldade em expulsar os ovos pela cloaca pode ser devida a v?rios factores, entre os quais o tempo frio e novamente a falta de subst?ncias minerais.
Quando tal acontece, a f?mea apresenta-se agachada num canto do avi?rio com as penas eri?adas e fazendo pequenos movimentos com o corpo, como se tentasse em v?o expulsar o ovo.
A melhor forma de a auxiliar ? mud?-la para um ambiente aquecido, pegando nela com todo o cuidado e depois segurando-a por cima de uma cafeteira com ?gua a ferver, de modo a que o vapor de ?gua atinja toda a parte inferior do corpo. Normalmente, produz-se uma dilata??o da cloaca e a ave chega a p?r o ovo naquele mesmo instante na nossa m?o.
Nos casos mais graves, ? necess?rio colocar uma gota de azeite com o aux?lio de um conta-gotas no interior da cloaca, ao mesmo tempo que se efectua a mudan?a da ave para um ambiente h?mido e ligeiramente aquecido.
Causada pelo Mycobacterium avium, esta doen?a pode ser contra?da por aves de todas as esp?cies. ? habitualmente transmitida atrav?s dos excrementos das que se encontram doentes ou dos produtos alimentares, nomeadamente cascas de ovos que n?o tenham sido previamente fervidas. A transmiss?o por via respirat?ria n?o ? muito frequente embora possa ser transmitida pelo homem.
As aves atacadas pela tuberculose come?am por perder peso, emagrecendo bastante, apesar de continuarem a ter apetite. Como a camada de penas esconde a parte muscular, este enfraquecimento progressivo n?o ? f?cil de detectar excepto se segurarmos a ave nas m?os. S? num estado mais adiantado, come?am a "enrolar" as penas, nome que se d? quando elas ficam eri?adas e ligeiramente enroladas. Vomitam igualmente a comida, refugiando-se num canto do avi?rio em letargia quase permanente. E claro que uma ave nestas condi??es deve ser imediatamente isolada. Tanto quando se conhece hoje em dia, a tuberculose nas aves ? incur?vel. O animal morto deve ser queimado.
Como se trata de uma doen?a contagiosa, aplica-se aqui inteiramente a regra da desinfec??o total do avi?rio com uma solu??o a 3% de formol ou qualquer outro desinfectante. ? ainda conveniente que as restantes aves do mesmo avi?rio passem a dispor de comida rica em vitaminas e sais minerais.
PARATIFO
? uma doen?a intestinal contagiosa para todas as esp?cies de aves e mesmo mam?feros, incluindo o homem. ? tamb?m conhecida com o nome de Salmonelose visto ser causada pela bact?ria Salmonella Typhi murium. Os p?ssaros jovens s?o facilmente atacados e podem morrer rapidamente. Por vezes, os adultos funcionam apenas como transmissores da doen?a. E por isso que mais uma vez se recomenda todo o cuidado na aquisi??o de novos exemplares (onde e em que estado), efectuando a quarentena numa gaiola isolada e s? depois permitindo a sua passagem para o avi?rio.
Os sintomas mais aparentes da ave atacada por paratifo s?o os excrementos aquosos, amarelados ou esverdeados, a inflama??o em volta de toda a cloaca e. por vezes. mucosidade nos olhos. Al?m disso. na sua forma aguda. o animal vomita tudo o que come e refuga-se a um canto do ch?o com as penas eri?adas.
O tratamento que se conhece, embora sem resultados muito favor?veis, ? a administra??o de antibi?ticos como a estreptomicina e o cloranfenicol ou sulfamidas. A dose est? indicada nas embalagens para uso veterin?rio e de acordo com o peso da ave.
PSITACOSE OU ORNITOSE
Esta doen?a, extremamente contagiosa e que pode ser transmitida mesmo ao homem, tem efectivamente dois nomes. Como foi descoberta em primeiro lugar nos psitac?deos, a denomina??o adquiriu a raiz morfol?gica "psitac". Mais tarde, verificou-se que ela existia tamb?m nas outras aves e da? o nome de Ornitose. E vulgar nos papagaios trazidos dos pa?ses de origem e por isso se deve ter muito cuidado com a importa??o.
Como sintomas gerais, indicam-se os v?mitos e os excrementos aquosos de cor cinzenta, cinzenta esverdeada, ou por vezes verde-escura. A ave agacha-se com as penas eri?adas, em tufo. Num estado j? muito adiantado, o mal atinge o pr?prio sistema nervoso e ela n?o consegue segurar-se no poleiro desequilibrando-se com facilidade e acabando por morrer.
Como sempre, o diagn?stico ? dif?cil nos primeiros tempos da doen?a, pois o per?odo de incuba??o varia entre 5 dias e 3 meses. Mas, entretanto, a ave pode n?o apresentar quaisquer sintomas. Se n?o houver cuidado, o cont?gio estende-se mesmo ao homem atrav?s da respira??o do ar infectado e a doen?a manifesta-se por uma inflama??o nos pulm?es.
O ?nico tratamento poss?vel ? ? base de antibi?ticos mas em regra as aves acabam por morrer.
Resta acrescentar, para sossego dos criadores, que a psitacose est? hoje praticamente debelada devido ? inspec??o r?gida a que s?o sujeitas todas as aves importadas.
APARELHO RESPIRAT?RIO
As doen?as mais vulgares deste tipo s?o a constipa??o e o catarro. A primeira reconhece-se pela dificuldade que a ave tem em respirar, ao mesmo tempo que apresenta as aberturas nasais obstru?das. No catarro, pelo contr?rio, a respira??o ? r?pida.
S?o normalmente doen?as causadas por um resfriamento, pois as aves tropicais n?o suportam uma queda de temperatura. O tratamento consiste em colocar a ave numa gaiola separada, a uma temperatura de 35-40? C. Isto consegue-se cobrindo a gaiola parcialmente com um pano e pondo por cima uma l?mpada el?ctrica de 25 W. Como ? natural, a temperatura do ambiente tem influ?ncia na forma de alcan?ar aquela que se pretende no interior da gaiola. Assim, ? conveniente usar um pequeno term?metro pendurado nos arames e ir observando se a pot?ncia da l?mpada ? suficiente e se ? necess?rio coloc?-la mais pr?ximo ou mais afastada do topo da gaiola.
A alimenta??o deve ser rica em vitaminas. Se tal for preciso, conv?m limpar os orif?cios nasais com glicerina l?quida. Logo que a ave se mostre em condi??es, procede-se ao abaixamento gradual da temperatura at? atingir a do ambiente do avi?rio ou viveiro, o que se consegue diminuindo a intensidade da l?mpada e afastando-a progressiva-mente da gaiola.
Apenas em casos j? muito adiantados ? necess?rio usar antibi?ticos.
APARELHO DIGESTIVO
Os chamados desarranjos intestinais s?o normalmente caracterizados por diarreia aquosa ou com mucos, de cor cinzenta ou cinzenta-acastanhada. Al?m disso, as penas em redor da cloaca ficam bastante sujas e a pele nessa mesma zona apresenta-se avermelhada. A ave tem tamb?m v?mitos e, como ? natural, encolhe-se a um canto com as penas eri?adas e a cabe?a debaixo da asa.
As causas devem ser geralmente procuradas na m? alimenta??o (sementes sujas) e na ?gua igualmente suja ou extremamente fria, embora a doen?a possa aparecer como resultado de um resfriamento.
O tratamento consiste no isolamento em gaiola aquecida (ver doen?as do aparelho respirat?rio) e na administra??o de um antibi?tico ou sulfamidas para uso veterin?rio, nas doses indicadas de acordo com o peso. A ave n?o deve comer verdura e, em vez de ?gua, coloca-se no bebedouro ch? de camomila. Tamb?m como doen?a do aparelho digestivo podemos considerar a prolifera??o de uma bact?ria normalmente existente nos intestinos das aves, chamada Escherichia coIi, onde auxilia a digest?o. Com efeito, devido a um enfraquecimento que pode resultar de uma alimenta??o deficiente, a bact?ria multiplica-se em quantidade exagerada e provoca no animal sintomas graves que podem levar ? morte. O tratamento consiste na aplica??o de uma pequena dose de antibi?tico.
As aves podem ainda ser atacadas de pris?o de ventre ou obstipa??o. Neste caso, d?-se ? ave alimento verde, com o aux?lio de um conta-gotas, obriga-se a engolir uma gota de azeite.
CONJUTIVITE
Como facilmente se depreende, trata-se de uma inflama??o nos olhos, em regra devida ? falta de higiene ou ?s poeiras existentes no avi?rio.
O tratamento, tal como acontece para os outros animais, consiste na aplica??o de algumas gotas de um preparado espec?fico, pelo menos duas vezes ao dia e durante duas semanas.
RAQUITISMO
? uma doen?a causada pela falta de subst?ncias minerais na alimenta??o e que atinge sobretudo as crias. Estas, ao sair do ninho, apresentam certa dificuldade em manter-se de p?, chegando mesmo a encurvar as pernas.
O tratamento ? sobretudo ? base de vitamina D mas, como em muitos outros casos, ? melhor evitar que tal aconte?a administrando sempre aos pais uma alimenta??o adequada e, se necess?rio, algumas gotas de um preparado vitam?nico na ?gua ou na comida.
CAUSADAS POR PARASITAS
Existem duas grandes classes de doen?as deste tipo, conforme s?o causadas por endoparasitas (que vivem no interior do corpo do animal) ou ectoparasitas (que vivem no exterior).
Dos endoparasitas, citamos em primeiro lugar os que originam a conhecida coccidiose. Vivem nas paredes dos intestinos causando profundas inflama??es, a tal ponto que os excrementos das aves chegam a apresentar vest?gios de sangue de mistura com uma mucosidade caracter?stica. A doen?a ?, portanto, infecciosa e conv?m que a ave seja imediatamente isolada e tratada com um medicamento ? base de sulfamidas.
Nos intestinos das aves, podem ainda aparecer vermes parasitas do g?nero Capillaria, cuja presen?a s? pode ser detectada atrav?s da an?lise dos excrementos. O tratamento ? ent?o indicado por um veterin?rio.
Entre os ectoparasitas, o mais comum ? o causador de uma esp?cie de escama??o exagerada na pele das pernas. E o Chemidocoptes mutans que pode ser perfeitamente combatido aplicando um pouco de azeite ou um preparado oleoso nas regi?es afectadas. O ?leo tapa os orif?cios respirat?rios do parasita, ocasionando portanto a sua morte.
Os outros ectoparasitas pertencem ao grupo dos insectos Mallophagus e atacam n?o s? a pele como parte das penas das aves. No entanto, chegam a alimentar-se do pr?prio sangue e, se o seu n?mero for demasiado, o que se nota pela intensidade com que a ave se cata, devemos aplicar um preparado insecticida dos que se vendem nas lojas da especialidade e para o fim adequado.
Uma ave tem sempre tend?ncia em alisar as penas e catar-se. Mas, se esse procedimento for exagerado e quase violento, ? a altura de intervir.
ARRANQUE DAS PENAS
N?o ? normal que as aves arranquem as penas das outras aves, as suas pr?prias ou at? mesmo as dos filhos quando estes se encontram nos ninhos. Se tal acontece, ? porque algum desequil?brio existe na manuten??o e sobretudo na parte alimentar. Efectivamente, esse procedimento nunca aconteceria se as aves estivessem em liberdade, tendo ? sua disposi??o tudo o que necessitam. Em cativeiro, o facto ? por demais conhecido n?o s? nas aves (veja-se o caso das galinhas) como at? nos pr?prios mam?feros. O que se passa ? que a ave procura nas penas (tal como os mam?feros o fazem nos p?los) o alimento de origem animal que lhe falta na dieta di?ria fornecida pelo criador. ? esse o ?nico recurso que t?m ? sua disposi??o. Por vezes, ? claro, isso torna-se um v?cio, mesmo depois de restabelecido o equil?brio. Teremos portanto toda a vantagem em evitar que tal aconte?a, mas n?o se diga - e temos muitas provas disso - que o v?cio n?o se pode curar.
No cap?tulo referente ? alimenta??o, fal?mos detalhadamente da necessidade da inclus?o de prote?nas de origem animal na dieta das aves. Ovo cozido, insectos e at? mesmo um pouco de presunto n?o muito salgado s?o precisamente alimentos que devem ser administrados quando as aves denotam um estranho apetite pelas penas: as suas ou as das outras aves.
Por vezes, um ambiente demasiado seco tamb?m pode desencadear o mesmo procedimento, assim como uma falta de vitaminas ou sais minerais. Como ? evidente, ? necess?rio ent?o fazer pulveriza??es frequentes de ?gua t?pida e n?o esquecer os alimentos que forne?am vitaminas e sais minerais.
DIFICULDADE NA POSTURA DOS OVOS
Embora n?o se trate propriamente de uma doen?a, a dificuldade em expulsar os ovos pela cloaca pode ser devida a v?rios factores, entre os quais o tempo frio e novamente a falta de subst?ncias minerais.
Quando tal acontece, a f?mea apresenta-se agachada num canto do avi?rio com as penas eri?adas e fazendo pequenos movimentos com o corpo, como se tentasse em v?o expulsar o ovo.
A melhor forma de a auxiliar ? mud?-la para um ambiente aquecido, pegando nela com todo o cuidado e depois segurando-a por cima de uma cafeteira com ?gua a ferver, de modo a que o vapor de ?gua atinja toda a parte inferior do corpo. Normalmente, produz-se uma dilata??o da cloaca e a ave chega a p?r o ovo naquele mesmo instante na nossa m?o.
Nos casos mais graves, ? necess?rio colocar uma gota de azeite com o aux?lio de um conta-gotas no interior da cloaca, ao mesmo tempo que se efectua a mudan?a da ave para um ambiente h?mido e ligeiramente aquecido.
Assinar:
Postagens (Atom)

